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Sidonie-Gabrielle Colette, autora de Gigi

Colette

George Simenon, que segundo Andre Gide foi o maior romancista da França contemporânea, disse em entrevista à prestigiosa Paris Review que apenas um conselho geral (dado por uma escritora) vinha lhe sendo muito útil. Segredou Simenon que na época em que escrevia contos para o jornal Le Matin e Colette era a editora de literatura, dois contos seus foram devolvidos. Simenon revisou e reenviou os contos. Voltaram. Novas revisões, novos reenvios e os contos novamente retornaram. Finalmente, Colette lhe disse: “Olhe, está literário demais, sempre literário demais”. Então, Simenon passou a seguir o seu conselho: cortava adjetivos, advérbios e todas as palavras que estavam no texto apenas para fazer efeito.

Sidonie Gabrielle Colette nasceu em Saint-Sauveur-en-Puisaye, Borgonha, França, em 28 de janeiro de 1873 e pertenceu à geração de Marcel Proust, Paul Valéry, André Gide e Paul Claudel. Foi a autora de Gigi (1944).

Aos 20 anos, Colette casou-se com o impostor Henri Gauthier-Villars. Sua carreira de escritora começou sob o pseudônimo Willy, usado por seu marido. A série de romances Claudine (1900-1903) foi escrita sob o julgo de Gauthier-Villars. Conta-se que Colette era mantida presa em cárcere privado de onde só saia quando entregava ao marido um número mínimo de páginas escritas.

Separou-se em 1905. No ano seguinte realiza performances em La Chatte Amoureuse e L’Oiseau de Nuit. Inicia relação homossexual com Mathilde de Morny, Marquesa de Belbeuf, apelidada de Missy, que patrocinava eventos no Moulin Rouge e era descendente em linha direta da imperatriz Josefina. Missy passa a ser sua protetora. Em 1910, publica La vagabonde.

Em 1912 Colette casa-se com Henri de Jouvenel des Ursins, editor do jornal Le Matin. Escreve crônicas e contos para o jornal. Após a guerra, em 1920, foi condecorada Chevalier dans l’Ordre de la Légion d’Honneur. Foi a primeira mulher a ser admitida na prestigiosa Academie Goncourt. Em 1953, Colette torna-se Grand Officier de la Légion d’honneur. Em 1935, casou-se com Maurice Goudaket. Sofreu de artrite em seus últimos anos. Faleceu em Paris, no dia 3 de agosto de 1954. Foi velada com honras de chefe de estado apesar da Igreja ter lhe recusado ritos católicos (o motivo alegado foi o fato de ser divorciada).

Colette foi uma mulher a frente de seu tempo. Sua fama na França não foi menor do que as de Gertrude Stein (1874-1946) e Edith Piaf (1915-1963).

Acesse as obras de Colette no Project Gutenberg (inglês e francês).



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