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Arquivo de Janeiro de 2008

Digital text is different


Web 2.0 em menos de 5 minutos

Então, o texto digital é diferente, mais flexível e, acima de tudo, dinâmico. Pode linkar e ser linkado. O texto digital é orgânico, móvel, múltiplo, ramificado e transforma as práticas de leitura e escrita, redefine a identidade de leitores, de autores e até da própria obra.

Revolução ou evolução? O hipertexto permite a captura das relações cognitivas de autores e leitores com o texto. A textualidade eletrônica é infinita, dosificada pela leitura de cada um de seus leitores-autores que a segmenta, fragmenta, reconstitui e desafia.

Através do hipertexto ensinamos a máquina enquanto ela nos ensina.

O livro desmaterializado (ou que adquire uma nova materialidade, como propõe o historiador francês Roger Chartier) é aquele que possibilita certas interatividades com o texto até então complicadas (ou até impossíveis) a partir do suporte de papel, tais como escrever enquanto se lê, escanear a obra em busca das ocorrências de um determinado termo ou trecho, registrar dinamicamente o histórico da leitura, definir bookmarks, entre outros.

“Web 2.0 em menos de 5 minutos”, esse é o objetivo do vídeo The Machine is Us/ing Us criado por Michael Wesch, professor assistente de antropologua cultural na Kansas State University.

A princípio, Michael imaginou seu vídeo como um eterno beta (no sentido de versão beta, ou versão em teste), no verdadeiro estilo Web 2.0. Depois, diz que preferiu deixar a versão “final” da forma como está (pode ser assistido no vídeo embutido acima). Mas, informa que seus próximos vídeos revisitarão os últimos 30 segundos deste The Machine is Us/ing Us. Ou seja, o próprio vídeo é orgânico, na realidade, um hipervídeo, um vídeo recursivo.

Michael distribui The Machine is Us/ing Us sob a licença Creative Commons Attribution-Noncommercial-Share Alike 3.0 e permite que ele seja copiado, compartilhado e até alterado, desde que seus créditos de autoria sejam mantidos.

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Neste dia: 31 de Janeiro

norman mailer, dom bosco, thomas merton, kenzaburo oe

O romancista Norman Kingsley Mailer nasceu em Long Branch em 31 de janeiro de 1923. Cresceu no Brooklyn e cursou Harvard. Durante a Segunda Guerra mundial alistou-se no exército, depois estudou na Sorbonne, onde escreveu seu primeiro romance The Naked and the Dead (1948), baseado em suas experiências no exército. Ganhou o Pulitzer Prize (não ficção) e o National Book Award (1969) por The Armies of the Night (1968), as memórias de sua participação na famosa marcha pela paz de 1967 (em Washington, D.C.). Morreu, aos 84 anos, em 10 de novembro de 2007, no Mt. Sinai Hospital, em New York. Também nasceram neste dia Thomas Merton, escritor americano (1915), Kenzaburō Ōe, escritor japonês e Prêmio Nobel de Literatura em 1994 (1935). Faleceram neste dia Dom Bosco, religioso, educador e escritor italiano (1888), Fernando Namora, escritor português (1989). Hoje, se comemora o dia do mágico. Fontes: Wikipedia e History Channel.

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