Arquivo de 14 de Fevereiro de 2008
Neste dia: 15 de fevereiro

O professor Niklaus E. Wirth é uma lenda na história da informática. Escreveu alguns livros (entre eles o clássico Algoritmos e Estruturas de Dados), mas acima de tudo Niklaus Wirth foi um escritor de programas. Foi um dos criadores da programação estruturada, que possibilitou que os programas de computador tivessem a sua complexidade aumentada na funcionalidade e, de certa, forma diminuida na sua concepção.
Os princípios da programação estruturada surgiram no final dos mágicos e movimentados anos 60. Surgia a necessidade de uma linguagem de programação que implementasse suas idéias. Linguagens de época como FORTRAN, COBOL e BASIC não permitiam aplicar claramente as técnicas ensinadas. Assim, o professor Niklaus Wirth e seus colegas da Universidade Técnica de Zurique (Suíça) desenvolveram, no início dos anos 70, a linguagem PASCAL, uma derivação da linguagem ALGOL 60, porém de implementação mais simples e com uma estrutura de dados mais poderosa. O nome Pascal foi uma homenagem a Blaise Pascal, famoso matemático, que criou a calculadora baseada em discos de madeira, a predecessora da calculadora de mesa e serviu de inspiração para diversos computadores.
Suiço, nascido a 15 de Fevereiro de 1934 em Winterthur, Wirth também foi o criador da línguagem de programação Modula 2. Com grau de Ph.D. pela Universidade da Califórnia, Berkeley, Wirth foi Professor/Assistente em Stanford (1963 - 1967) e na Universidade de Zurique. Em 1968 tornou-se professor de informatica na ETH Zurique. Trabalhou no lendário Xerox PARC na Califórnia. Aposentou-se em 1999. O professor Wirth é lembrado no Santos-Dumont Número 8, no capítulo 117, do segundo livro (o que pode e deve ser lido hipertextualmente), em um diálogo fictício entre vários autores, com a seguinte frase: Programas (de computador) são formulações concretas sobre algoritmos abstratos baseados em representações especificas e estruturas de dados.
Nascimentos: 1905 - Waldemar Henrique, escritor paraense (f. 1995); 1835 - Demetrius Vikelas, autor grego, presidente do Comitê Olímpico Internacional (f. 1908); 1883 - Sax Rohmer, autor inglês (f.1959); 1937 - Gregory Mcdonald,autor americano; 1898 - Totò, ator, escritor e compositor italiano (f. 1967); 1921 - Radha Krishna Choudhary, historiador, pensador e escritor indiano (f. 1985); 1935 - Susan Brownmiller, escritora americana; 1945 - Douglas Hofstadter, escritor americano; 1954 - Matt Groening, cartunista americano; 1948 - Art Spiegelman, cartunista sueco; Falecimentos: 1781 - Gotthold Ephraim Lessing, autor e filósofo (n. 1729); Fontes: Wikipedia e NNDB.
Sem comentários »Leetspeak estréia conversando com o poeta, professor e acadêmico Antonio Carlos Secchin

Antonio Carlos Secchin estréia a coluna Leetspeak do Pontolit e nos fala sobre poesia, internet e duas das grandes famílias literárias brasileiras: a machadiana e a roseana.
Por C. S. Soares
Sétimo ocupante da Cadeira nº 19 da Academia Brasileira de Letras, o poeta e professor Antonio Carlos Secchin foi eleito em 3 de junho de 2004, na sucessão de Marcos Almir Madeira, e recebido na “Casa de Machado de Assis” em 6 de agosto do mesmo ano pelo acadêmico Ivan Junqueira.
Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, atuou como professor de Literatura Brasileira das Universidades de Bordeaux, Roma, Rennes, Mérida e na Faculdade de Letras da UFRJ, onde é professor titular desde 1993.
O poeta (que é tema de duas comunidades no Orkut) começa o ano de 2008 em velocidade máxima. Além de participar da organização do livro Veredas do Sertão Roseano, que a editora 7Letras lança como parte dos festejos do centenário de nascimento de João Guimarães Rosa, o acadêmico integra a Comissão Machado de Assis da ABL que organizará diversos eventos para celebrar o autor de Dom Casmurro no ano do centenário de sua morte. Secchin ainda acompanhará dois importantes lançamentos, que organizou para a editora Nova Aguilar, previstos para este ano: a poesia completa de Ferreira Gullar e a nova edição da obra completa de João Cabral de Melo Neto.
Pontolit: A poesia nasce da inspiração ou da transpiração?
Secchin: A poesia nasce da respiração: às vezes do ar ou da vida que sorvemos, às vezes daquilo que mandamos embora.
P: A poesia pode usufruir da convergência de tecnologias de ambientes como a internet ou a sua representação se dá apenas no texto?
S: O texto é o grande, quase diria único, suporte da poesia, independente do veículo em que surja.
P: O senhor participa da organização do livro Veredas no Sertão Roseano, lançamento da editora 7Letras, que apresenta uma série de ensaios de escritores e professores de literatura, além do trabalho fotográfico de Marcos Pinto, em torno da obra de João Guimarães Rosa. Fale-nos, por favor, da atualidade da “Travessia de Rosa” e do “Enigma de Machado”. Quais os projetos da ABL para este ano de centenários?
S: Machado e Rosa constituem o núcleo de duas grandes famílias literárias. A ABL, que congraça todas as famílias, vai dedicar-se às duas, com ênfase na machadiana. Vale lembrar que, em 2006, Rosa foi muito comemorado, em razão dos aniversários “redondos” da publicação de Corpo de baile e de Grande sertão: veredas.
P: De que forma a internet poderá influenciar a literatura?
S: A internet é extraordinário veículo para circulação do que se tem − ou não se tem − a dizer. Mas não creio que exerça influência sobre a criação propriamente dita. A solidão do gesto criador independe do circuito em que esse gesto, depois, se propagará.
P: Com a internet, a obra passa a ser um diálogo? (No sentido de estimular a interação entre escritores e leitores, inclusive na obra, como no caso dos romances escritos em ambiente on-line)
S: Desde a Grécia antiga, literatura é diálogo (lembremo-nos de Platão). A obra existe não por ser falada/escrita, mas por ser ouvida/lida. ∞
Acesse também:
• Antonio Carlos Secchin na Academia Brasileira de Letras.
• O poeta Antonio Carlos Secchin e Secchin - O Professor no Orkut.
• Poemas de Antonio Carlos Secchin no Jornal de Poesia
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