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LANÇAMENTO: O Lago Khan, de Denny Yang (Editora Multifoco)

Denny Yang, autor dos romances Isabelle (FTD) e A Gangorra (Multifoco) , está lançando seu terceiro livro no Brasil, O Lago Khan, pela editora Multifoco.


Por C. S. Soares

Denny Yang, 29 anos, é paulistano, filho de imigrantes taiwaneses e mora em Taipei há 6 meses, onde trabalha em um escritório de trading. Denny Yang, que tem textos publicados em diversas revistas literárias digitais e escreve regularmente no blog A casa da colina, falou ao Pontolit sobre o lançamento de O Lago Khan (que, apesar de não ser autobiográfico, é baseado em fatos reais vividos pelo próprio autor) e sobre a experiência de ser um escritor brasileiro vivendo em Taiwan.

PONTOLIT: Denny, fale-nos sobre O Lago Khan.

DENNY YANG: “O Lago Khan” é um livro sobre sofrimento, o período de luto após esse sofrimento e a tendência, que pode muitas vezes acontecer às pessoas que passaram por dificuldades longas e difíceis, de refletir e pensar a respeito da seguinte pergunta: “e se essa dificuldade (no caso do livro, o período de uma crise de esquizofrenia) não tivesse acontecido, como seria minha história pessoal, e onde eu estaria hoje?”.

P: E em que você se inspirou para escrever o romance?

DN: O livro é inspirado em minha história pessoal. Após ter sofrido de esquizofrenia, obtive a declaração médica de “remissão total de sintomas”, 5 anos após minha primeira crise. Já há algum tempo, estou perfeitamente ok e hoje levo uma vida absolutamente normal e saudável. Embora o personagem e a história do livro não seja exatamente a minha historia, nem perto de uma autobiografia, aproxima-se, por trabalhar, desenvolver e elaborar a pergunta supracitada. E a sua resposta vai ao encontro da resolução da esquizofrenia, que é justamente aceitar um fato (no caso de O Lago Khan), ou seja, o passado que não ocorreu mas poderia ter ocorrido - encarado de uma maneira visando mais o “sentido” desse acontecimento na vida pessoal do indivíduo, do que nas “razões” ou “causas” ou “porquês” daquilo (o período de dificuldade, ou a história paralela do passado que não aconteceu) ter ocorrido.

P: E como é a experiência de ser um escritor brasileiro vivendo em Taipei?

DY: Cheguei a Taipei em outubro de 2007, aos 29 anos, sem falar a língua (o chinês mandarim), mas com a presença de meus pais e a vinda de meu irmão comigo. Hoje, trabalho em um escritório de “trading”. Muito embora deixar o Brasil e todos meus amigos tenha sido uma situação forte, por outro lado deixar os problemas brasileiros em prol de uma sociedade mais equilibrada e justa, econômica e socialmente, é um alívio enorme. O fato de eu ter dupla cidadania, foi um fator que entrou nessa balança.

Nesses seis meses que vivo em Taipei, aprendi a falar chinês fluentemente, criei um círculo concreto de amizades, poupei algum dinheiro (o que no Brasil estava dificil) e comecei a namorar uma garota que, por coincidência, tem o mesmo sobrenome que o meu.

Já o escritor, continua, sempre, no “oficio da escrita”. É impossível para um escritor (tendo ou não um trabalho paralelo) abandonar o insitinto de escrever, mesmo contos ou curtas historias, que mando sempre para revistas literarias digitais e impressas no Brasil, via internet. Tenho também um blog, A casa da colina, que atualizo sempre. O lancamento de “O Lago Khan”, por exemplo, foi feito usando a internet, desde o envio do original à editora, passando pelo preparo e aceite do livro, até a sua divulgação, como nestas respostas que lhe envio por e-mail.

Ser um escritor brasileiro vivendo em Taipei é também saber que praticamente devo ser o “escritor brasileiro-taiwanês mais importante da atualidade” (rs). A convivência com minha namorada, que estudou literatura chinesa na faculdade, também tem enriquecido bastante meus conhecimentos em relação à profissao de escritor.

Acesse também:

• Leia aqui os três primeiros capitulos de O Lago Khan

A casa da colina, blog de Denny Yang



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