Arquivo da categoria ‘a última biblioteca’
(REVISANDO) O Coração de Santos-Dumont
Em 23 de maio, celebra-se no Estado de São Paulo o Dia da Juventude Constitucionalista. É uma homenagem aos estudantes paulistas Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (M.M.D.C. é o acrônimo pelo qual se tornou conhecido o levante revolucionário paulista) e a Orlando de Oliveira Alvarenga, mortos pelas tropas federais num confronto ocorrido em 23 de maio de 1932 (Orlando, alvejado neste dia, morreria em 12 de agosto do mesmo ano).
Pois foi em plena Revolta Constitucionalista que faleceu Alberto Santos-Dumont, no dia 23 de julho 1932, aos 59 anos. Eram dias conturbados. Decidiu-se então, que seu corpo seria embalsamado para que mais tarde, com os ânimos menos acirrados, este pudesse ser transferido de São Paulo para o Rio de Janeiro e, com o país lhe prestando as devidas homenagens, Santos-Dumont pudesse ser sepultado no mausoléu da família, que ele mesmo ajudara a construir poucos anos antes, no cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo.
O médico responsável pelo embalsamamento, Dr. Walther Haberfeld, resolveu remover o coração do inventor. Guardou-o por vários anos. Em novembro de 1944, por intermediação de Paulo Gomide, na época gerente da Panair do Brasil (subsidiaria brasileira da Companhia Aérea Pan American Airways), o coração conservado, foi doado ao governo brasileiro, dentro de uma esfera dourada de aproximadamente 10 polegadas protegida pela figura alada de Ícaro.
O escrínio, criação do designer Erico Monterosa, contendo o coração de Santos-Dumont, preservado em líquido especial, há mais de 60 anos, encontra-se guardado no Museu da Aeroespacial no Rio de Janeiro. A Time Magazine, edição de 20 de novembro de 1944, no artigo The Heart of Santos-Dumont, informava sobre a doação.
O escrínio pode ser visto no MUSAL (Museu Aeroespacial) que fica na Av. Marechal Fontenelle, 2000, no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, RJ. Tels. para contato: (21) 2108-8954 - (21) 2108-8955.
Esta e outras histórias surpreendentes a respeito de Alberto Santos-Dumont podem ser encontradas em Santos Dumont Número 8, O Livro das Superstições, de C. S. Soares.
Autógrafos: Machado de Assis
Primeira edição de Dom Casmurro autógrafada por Machado de Assis a Conselheiro Lafayette que anos mais tarde sucederia o autor como ocupante da cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras.
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