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A dramática história de Antonio Meucci, o verdadeiro inventor do telefone
Descobri a dramática história do italiano Antonio Meucci, o verdadeiro inventor do telefone, na época em que pesquisava a eterna polêmica sobre a invenção do avião entre os partidários dos irmãos norte-americanos Wrights e os do brasileiro Alberto Santos-Dumont (entre os quais me incluo, claro) para escrever o romance Santos Dumont Número 8. Em relação ao avião, não vejo dúvidas: pelos critérios da época, indiscutivelmente, o inventor do avião foi Santos Dumont, praticamente ignorado em países de língua inglesa.
Durante anos, a história de Meucci também foi desconhecida por muitos. Mas a história, nos lembra Marc Bloch, é uma estrutura em progresso e hoje sabemos: o verdadeiro inventor do telefone se chama Antonio Santi Giuseppe Meucci.
Meucci nasceu em Florença, Itália, em 13 de abril de 1808 e morreu em Nova Iorque, no dia 18 de outubro de 1889. O inventor italiano estudou na Academia de Belas Artes da capital de Toscana, trabalhou na alfândega e casou-se com Ester Mochi.
Construiu um telefone eletromagnético em 1856. Com o seu “teletrofono” (assim o chamou) conectava seu escritório com o quarto localizado no segundo andar de sua casa.
Devido a dificuldades financeiras, Meucci conseguiu pagar apenas uma patente provisória da invenção. Vendeu o protótipo a Alexander Graham Bell, que patenteou o invento como seu em 1876. Meucci o processou, mas acabou falecendo durante o julgamento e o caso foi encerrado.
Bell foi considerado durante muitos anos o inventor do telefone, mas o pioneirismo de Meucci acabou reconhecido postumamente em 11 de junho de 2002, quando o Congresso dos Estados Unidos aprovou a resolução No. 269 na qual se reconheceu que o inventor do telefone foi Antonio Meucci e não Alexander Graham Bell.
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Legião Urbana canta “Monte Castelo”, com versos do Soneto 11, de Camões
SONETO 11
Luís Vaz de Camões
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?