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Histórias Sobrenaturais de Rudyard Kipling

Rudyard Kipling, um dos autores mais lidos (e pirateados) na virada dos séculos XIX e XX, escreveu em The Uses of Reading (Os usos da leitura), capítulo de A Book of Words (Um livro de palavras), que “apenas quando lemos o que foi escrito há muito tempo, compreendemos quão moderno é o melhor das coisas antigas”. Se Kipling, o mais assombrado de todos os escritores ingleses, premonitoriamente, advogava em causa própria, não o sabemos. Concluímos apenas que, se assim o fez, não estava errado.


Por C. S. Soares

Era uma vez, e outra, e outra mais. Assim, como nos contos infantis, dissimulamos nossos medos, e enquanto eles existem, os dissimulamos. Na obra de certos escritores como Rudyard Kipling, inglês nascido em Bombaim, Índia, é tênue a divisória entre as histórias infantis e os mais aterrorizantes contos de terror. [Mais]

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Leetspeak: Anna Claudia Ramos, escritora, organizadora de Quando tudo acontece de repente

A adolescência é a fase da vida em que, num piscar de olhos, tudo parece mudar. Então, o mundo fica meio complicado e tudo que se quer são explicações. Em “Quando tudo acontece de repente” (Larousse, 2008), organizado pela escritora e ilustradora Anna Claudia Ramos, seis contistas falam dos sentimentos, dúvidas e vazios que ocorrem na vida dos adolescentes. Conversamos com Anna Claudia sobre o lançamento do livro, marcado para 31 de maio, 15h, durante o 10º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, no MAM, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.


Por Patrícia Sotello

PONTOLIT: “Quando tudo acontece de repente” faz parte da Coleção “Entretempos” que você idealizou para a Larousse. Como surgiu a idéia dessa coleção?

ANNA CLAUDIA RAMOS: A idéia da coleção nasceu durante uma das minhas aulas de criação literária. Aulas que acontecem aqui no meu Atelier, que se chama Vila das Artes. Não me lembro bem por que, mas um dia começamos a falar sobre forças invisíveis que atuam sobre nós, sobretudo sobre os jovens. Chamamos de forças invisíveis, as coisas que não vemos, mas que estão ditando regras, padrões, como moda, sexo, consumismo… Aí começamos a pensar como que é complicado manter sua individualidade numa sociedade tão pautada em padrões de beleza e cada vez mais frenética em relação ao imediatismo do consumo. Queríamos fazer um livro que falasse sobre temas juvenis, mas pautado nos sentimentos, no lado de dentro de cada um. Como um fio puxa outro, imaginamos escrever contos que falassem sobre estes assuntos. A idéia de criar uma coleção só veio mais para o final, quando percebemos que tínhamos muitos contos para fazer um livro só. Resolvemos criar dois e propor uma coleção para a editora. [Mais]

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