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(REVISANDO) Sobre literatura tecnologia
Ainda acho que todas essas discussões e “apanhados gerais”, como o ‘thriller in ten chapters’ de McCrum, se confortam (tenho minhas dúvidas), infelizmente não nos respondem às principais questões.
Há poucos dias, escrevendo sobre a história do ‘@’, ou de como ele foi parar nos endereços de e-mail, e como estes revolucionaram a comunicação dos seres humanos seja no âmbito profissional ou pessoal, me perguntei sobre se alguém ainda veria sentido no envio de cartas em papel.
Sabemos que elas não acabaram, e vão demorar muito para acabar. Mas, em relação aos livros, me parece, a resistência tem sido muito grande em adotarmos uma mentalidade mais “revolucionária”, um novo paradigma.
Literatura, como conhecemos, se “adaptada” ao novo meio, não deixará de ser a mesma literatura de sempre em um meio novo.
Ingenuidade nossa (e de McCrum) achar que “fazer a mesma literatura de sempre” poderia representar algo diferente trocando-se o “dispositivo de armazenamento” em papel por telas.
A internet é antes de tudo um meio de comunicação e multimidia.
Apropriada para a emissão e recepção de qq tipo de msg, seja em que formato digital for. Texto, imagem, áudio, vídeo, escolha.
O workflow das idéias, da imaginação do escritor à imaginação do leitor, está mudado para sempre. As estruturas de poder, de certa forma, mais dia menos dia, tb deverão ser impactadas.
A Microsoft (que incluive, por estes dias, decretou o fim do seu projeto Live Books Search) não será uma editora, mas os editores precisarão entender de tecnologia, afinal todos nós que vivemos nesse raiar da Sociedade da Informação, cada vez mais, seremos exigidos e desafiados como “knowledge workers”.
Os escritores também, claro.
Mas isso, como li recentemente de Rudyard Kipling (a tecnologia, não é de hoje, seduz e angustia), não significará nada, nada mesmo, de novo.
Quer dizer, pelo menos enquanto insistirmos em pensar da mesma (e velha) maneira.
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Fluminense
Fluminense
Conta-se que o primeiro hino do Fluminense (letra do acadêmico Coelho Netto sobre a melodia de “It’s a long, long way to Tipperary”, de H. Williams) foi cantado pela primeira vez em 23 de julho de 1915, portanto, há mais ou menos 93 anos, e inclui os seguintes versos: “ Ninguém no clube se pertence, a glória aqui não é pessoal. Quem vence em campo é o Fluminense. Que é, como a Pátria, um ser ideal.”
Coelho Netto, um dos fundadores do tricolor das laranjeiras e acadêmico fundador da cadeira de número 2 da Academia Brasileira de Letras, foi pai de Preguinho, João Coelho Netto, autor do primeiro gol do Brasil em campeonatos mundiais. É também de Coelho Netto a expressão “Cidade Maravilhosa”.
Em outra passagem do primeiro hino do Fluminense, Coelho Netto antecipa, “… onde a alma assista, na arena como na vida”. Pois a arena, hoje, caros amigos tricolores, é no Maracanã.
O tricolor, diria o sobrenatural Rodrigues, “está prestes a alcançar um momento de exasperada plenitude”. Tricolores, os vivos e os mortos, tomarão a cidade, sairão de suas casas (ou de suas tumbas) e caminharão suas ruas, fenômeno que talvez apenas a parapsicologia explique.
Os olhos (os da carne) estarão grudados no “tabuleiro” do gramado do Maracanã, nas telas das televisores, nas telas dos computadores. Os pensamentos tricolores, como bons espíritos já caminham pelas ruas do Rio, antecipando o destino, que de tudo faz parte, como o jarro de barro ainda na mente do oleiro. Todos seremos o décimo-segundo jogador, seremos o gramado e o estádio, preenchendo-o e contornando-o de uma nuvem branca.
Dizem, não tenho a comprovação, que esses momentos de êxtase, em projeciologia (a ciência que estuda os fenômenos de psicobiofísica que estuda as projeções energéticas da consciência e as projeções da própria consciência para fora do corpo humano ), intitula-se “projeção astral” aceita-se que o sono, período em que metabolismo e as ondas cerebrais atenuam, o psicossoma (contraparte extrafísica, uma réplica exata, do corpo físico, constituído de matéria astral, ligado ao corpo físico por um apêndice energético conhecido como cordão de prata) se solta do corpo físico, projetado, como no sonho lúcido ou experiência extracorpórea lúcida, sua consciência estará sempre ligada ao corpo, pelo cordão de prata, um feixe de luz que se romperia apenas na morte.
Os céticos apontarão: isto é loucura! Mas lembremos que os mesmos céticos, no inicio da longa e difícil caminhada pelo título da Libertadores gritaram o mesmo em relação às chances do Fluminense ser o Campeão da América do Sul.
Apenas os visionários identificaram as projeções da consciência tricolor. Os outros, “o inferno sempre são os outros”, estavam certos que os primeiros viam alucinações, devaneios e memórias, pois Nelson Rodrigues, que a essa hora, certamente, passeia pelas ruas do Rio, já nos aconselhava a buscar o futuro do Fluminense em seu passado de glorias. Aquela mesma que Machado de Assis (que também devia ser tricolor, como Nelson e Coelho Neto) sabia que enleva e consola?
Tricolores uni-vos! Cariocas, brasileiros uni-vos! Cidade Maravilhosa projetai a sua consciência para fora da cidade física, tricolores, os vivos e os mortos vistam o manto tricolor físico ou esfumaçado.
Desde a mais remota antigüidade, a “experiência Fora do corpo” é um fato, envolvendo técnicas nítidas de cunho científico. Involuntária ou voluntária. Tricolores sairão de seus próprios corpos, despertarão, descobrirão que flutuando fora do corpo físico na proximidade deste ou à distância, em locais conhecidos ou desconhecidos.
Alguns projetores ficam tão desesperados que mergulham no corpo físico violentamente na ânsia de escapar daquela situação estranha. Outros pensam que estão vivendo um pesadelo e procuram, desesperadamente, acordar seu corpo físico. Ao despertar no corpo físico, algumas imaginam que aquela vivência era um sonho bom.
Existem as projeções voluntárias, nas quais a pessoa tenta sair do corpo pela vontade e consegue. Nesse caso, o projetor comanda o desenvolvimento da experiência e está totalmente consciente fora do corpo;
Outras almas estarão em Quito, a cidade das almas. 